Quando cheguei, vi-o no pátio, sentado na sua cadeira de rodas, conversando com um homem que ele não conhecia.
Parei atrás de um pilar para arrumar o cabelo.
Então eu preenchi as costas dele.
Um pequeno zíper.
Forte.
Cruel.
"Não, amigo, eu já ganhei", disse Esteban. Brenda é enfermeira, governanta, cozinheira e motorista... tudo de graça.
Senti o saco de pão escorregar das minhas mãos.
O outro homem riu.
Esteban prosseguiu:
Ela está tão traumatizada com toda essa história de " doença e saúde" que nunca mais vai embora. Eu a amarrei bem. Adeus.
Eu estava sem fôlego.
"E a herança?", perguntou o homem.
Esteban caiu na gargalhada novamente.
"Tudo isso pelo meu filho, obviamente. Tomás tem a bola. Ele é meu sangue. Brenda vai cuidar da casa até eu morrer."
Meu peito estava despedaçado.
Thomas.
Seu filho de outro casamento.
A mesma pessoa que entrou na minha casa sem dizer olá.
Essa é a mesma pessoa que costumava dizer "platos sucios" e me chamava de "senhora" quando eu trabalhava lá.
—Eu tive esse efeito em você, Brenda.
Ele vai mentir.
Eles se sentiram à vontade ao me ver agachado.
Stephen falou novamente:
"Além disso, enquanto ela limpava minha bunda, eu não gastei um único peso."
O homem responsável:
"Uma fortuna."
"Bem, serve-me de alimento e abrigo."
Algo morreu dentro de mim naquele lugar.
Não tenho água.
Eles não são máquinas de matar.
Eu não atirei nenhuma bala na cara dele.
Simplesmente dei meia-volta e saí do hospital com as pernas trêmulas.
Eu estava sentado no carro no estacionamento.
Apertei o volante com tanta força que meus dedos doíam.
E eu disse baixinho:
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